quinta-feira, 21 de julho de 2016

Resenha do livro "A coroa" de Kiera Cass


E depois de ter guardado meus livros da série "A seleção" por quatro anos, finalmente ganhei o último livro "a coroa" e devorei Kiera Cass em praticamente um mês.
Ver a seleção pelos olhos da princesa Eadlyn foi muito diferente de quando a vi pelos olhos de América, tudo porque fomos criadas para acreditar em príncipe encantado e não o inverso. Mas achei muito boa a abordagem da autora criando nesse contos de fadas moderno o reverso de uma situação que poucos autores teriam a coragem de modificar, ou seja, uma princesa em busca do seu amor e não o inverso.
Kiera Cass fez essa seleção em apenas dois livros, o que achei uma boa escolha, já que o mundo masculino não tem tantas nuances quanto o feminino, eu talvez mudaria algo nesse livro selecionando a Marid para participar da seleção, já que ele era um personagem forte que poderia sim dividir o coração de Eadlyn com o de Kile e Erik, o que daria ao livro uma perspectiva mais dinâmica ainda.

Notei que na seleção do príncipe Maxon as selecionadas eram mais facilmente identificadas que na de Eadlyn, apesar de que a autora foi ótima tratando das dificuldades que o homem lida quando ao lado dele existe outros pretendentes, deixando claro à princesa às suas intenções desde o inicio, algo que nós mulheres nem sempre demonstramos.
A personalidade de Eadlyn é deveras uma mescla dos pais e isso me agradou muito. Esta série é uma das poucas, que já li,  que recomendo como sendo prazerosa, divertida, emocionante e bem escrita. Que agrada àquelas leitoras que dão ao romance um valor maior que ao sexo. Já que em nenhum dos cinco livros a autora descreve sequer um momento tão quente que uma adolescente de doze anos não possa ler tranquilamente.
A prova de que um livro bem escrito pode ser um sucesso mundial sem conter nenhuma espécie de descrição explicita sobre o que duas pessoas que se amam fazem entre quatro paredes.
Um livro leve, para encantar a todos!
Parabéns Kiera Cass
Agora posso dizer que ganhou mais uma fã dentre milhares que já possui em todo mundo.
Beijussara.

terça-feira, 19 de julho de 2016

POESIA: "A VIDA"



Quando eu a vida deixar
O amor que sinto por ti não se acabará.
Mas se eu deixar de te amar
A minha vida também me deixará.
Quando meus cabelos estiverem brancos, da cor da neve,
Os teus também estarão,
E nós dois em um jardim de inverno,
Invisíveis nossos corpos ficarão.
Quando eu a palavra fria falar,
E o mundo da Terra deixar,
Pode esperar...
Que hei de te encontrar.
Escrito em

24/04/2011


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Resenha do livro "A herdeira" de Kiera Cass



Depois de vinte anos, quando America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon é chegada a vez de sua filha a princesa Eadlyn passar por sua própria seleção e escolher dentre trinte e cinco pretendentes um príncipe consorte que a auxiliará a governar Illéa quando coroada rainha.
Similar à sua mãe a rainha America, esta também não aceita ter que se casar tão jovem e pior, escolher seu esposo tendo que passar por um jogo de interesses políticos para que possa ser coroada rainha e poder reinar, mesmo assim aceita participar da seleção com a intenção de tornar um desastre a ideia de seus pais.
O livro segue a mesma linha dos primeiro três, porém como uma outra perspectiva já que nesse é narrado pela pessoa que que deverá selecionar e não por um dos selecionados e também há o fato de já não haver ataques terroristas ao castelo e sim uma consciência política que obriga a família real a questionar seu modo de governar Illéa.
Confesso que na minha opinião Kiera Cass perdeu a oportunidade de convocar para a seleção o filho dos terroristas que ajudaram America Singer e Maxon no último livro da série A seleção. Ele seria um personagem que poderia fazer parte desse jogo romântico que a autora criou tornando a seleção de Eadlyn algo bem mais emocionante.
Os rapazes são mais briguentos e menos maldosos, porém a princesa terá que passar por situações constrangedoras já que não estava lidando com garotas românticas e apaixonadas como na vez de seu pai e sim com homens que as vezes poderiam até machucá-la.
Há um momento de muita emoção nesse livro que a autora sabiamente deixa para ser revelado apenas no próximo, nisso Kiera Cass é mestra, e admirei a forma com que colocou em dois livros a Elite em ação. 
Vale a pena continuar a ler essa saga e espero em pouco tempo voltar aqui para resenhar a final desse conto de fadas moderno que me vem encantando a cada dia.
Boa leitura á todas
Abaixo alguns dos trinta e cinco selecionados 
Beijussara


terça-feira, 12 de julho de 2016

Faço tudo por você!


Em qualquer lugar que eu esteja
Em qualquer coisa que faço
Faço por você.


Quem de vocês já ouviu essa frase: Faço tudo por você!
E você alguma vez acreditou nisso? Alguma vez comprovou essa atitude em alguém? Ou a frase parou bem dentro do seu coração e foi esquecida por quem a pronunciou?
Confesso... Eu própria já ouvi essa frase e no inicio até fiquei tentada a acreditar, mas como o que dizemos é muito mais rápido que nossos próprios atos resolvi acautelar-me e deixar para crer em tudo depois que estivesse concluído.
Porem, muitas vezes a coisa desanda, não é mesmo?
Você espera, espera e bom... Enfim quando nada acontece você se decepciona e sofre.
Sofre porque foi burra por acreditar em promessas, sofre porque deixou seu coração se apaixonar, sofre porque foi à parte mais machucada nessa história que parecia ter um final feliz e foi desastroso.
Parece que quanto mais promessas se fazem, mais difícil são de cumprir, então não seria mais fácil se deixássemos de acreditar nas coisas que nos falam e passarmos a crer apenas naquilo que nos é mostrado e comprovado.
As românticas como eu diriam, mas e o sentimento? E as juras de amor? E as promessas ditas no calor do momento?
Realmente o amor perderia a graça se fosse objetivo demais, mensurável demais, seguro demais. Se pudéssemos ter certeza dos sentimentos, se pudéssemos analisá-los matematicamente, teríamos uma equação nas mãos e não emoção.
Dúvida cruel essa de deixar-se ou não ser regida apenas pelo coração. Entender o que sentimos e principalmente querer estar segura dos sentimentos do outro não é tarefa fácil. Temo em dizer que é praticamente impossível.
Uma vez escutei alguém dizendo na porcentagem de seus sentimentos e pensei que eu nem tinha idéia que isso pudesse ser medido. E ainda continuo tentando entender como esse homem consegue saber o quanto ama ou deixa de amar dessa forma matemática.
O que sei é que o coração de uma mulher não consegue medir, não consegue reagir tão objetivamente. Se o homem consegue. Ponto para eles que estarão sem dúvida nenhuma anos luz nessa tarefa de quantificar o amor.




quarta-feira, 6 de julho de 2016

NÃO PODEMOS SOFRER TANTO POR AMOR



E quem irá dizer que nunca passou por isso...
Eu tenho várias lembranças de sofrimento por causa do amor. Antes é claro de entender o verdadeiro significado dessa pequena palavra que contém o sentimento mais poderoso do mundo.
A primeira vez que sofri por amor foi ainda quando eu estava cursando as primeiras séries iniciais na escola primária. Eu era uma menina muito comportada, estudiosa e tímida e fui me apaixonar justamente pelo garoto mais popular da sala e também o mais exibido, meu erro foi deixar ele perceber que eu o amava, ou achava que era isso que sentia na época, a partir desse momento ele começou a me ignorar completamente, e quando se sentava atrás de mim e percebia que a professora estava distraída escrevendo na lousa puxava fortemente minhas tranças longas e negras, doía o puxão e doía porque eu não entendia como alguém que eu tanto gostava pudesse me machucar tanto. Um dia eu cheguei à escola muito irritada, queria ficar quieta no meu canto, tinha uns nove anos e quando escutei o ding-dong atrás da minha orelha e a dor das tranças sendo puxadas, não pensei duas vezes e virei-lhe um belo tapa que fez um barulho tão grande que a professora escutou e me colocou de castigo para segurar um pingo acima da minha cabeça. Todo meu braço doía, porém não menos que o rosto vermelho daquele menino malvado. Depois disso todos acharam que eu havia deixado de amar aquele tonto, porém coração é terra sem controle, eu ainda gostava daquela figura estupida que só sabia desfilar na minha frente cada semana com uma jovenzinha diferente. Até que um belo dia, final de aula ele resolveu me enfrentar de novo, só que desta vez com um público bem maior, me interceptou e perto de todo mundo me convidou “para dar uns amassos”, a minha reação foi tão violenta que tive que ser resgatada do pescoço dele pelos inspetores da escola. Não fui punida naquele dia porque vários alunos saíram ao meu favor contando o que ele havia me proposto em alto em bom som. E aos meus onze anos de idade tive minha primeira desilusão amorosa.
Alguns anos depois eu pude terminar essa pequena relação de amor e ódio. Estava cursando o segundo grau (atual ensino médio), já não era o mesmo patinho feio, tudo bem que também não era um cisne, entretanto o tempo fez a roda da vida girar e um belo dia recebi um bilhete dizendo que muito precisava me ver, pensei que naquele momento ele já não poderia me fazer sofrer, subi as escadas da quadra iluminada do colégio e lá estava ele com a cara mais apaixonada que podia fazer. Como se fosse um gentleman me ajudou a subir, colocou sua blusa para que eu sentasse, pegou nas minhas mãos e fez a mais linda declaração de amor que eu já tinha ouvido até aquele exato momento, mas isso em nada me emocionou, meu coração parecia nem bater no meu peito, eu estava tão tranquila ao seu lado que tive naquele momento a certeza absoluta que ele jamais me emocionaria e o melhor foi a constatação que tive naquele momento de que nunca poderia ser feliz ao lado dele. De forma muito educada me levantei, olhei as horas (naquela época usávamos relógio de pulso) e apenas disse que não poderia perder mais uma aula. Sai sem olhar para trás e nunca mais o vi.
A segunda vez classifico como sendo a mais suave e criativa que tive. Foi das experiências amorosas àquela que mais me fez sonhar. Eu ainda estava cursando o curso técnico quando conheci o segundo garoto que mais gostei na minha vida. Ele era moreno claro, tinha os cabelos negros e sempre estava apressado, eu cursava contabilidade e ele química. Eu era uma espécie de estudante invisível para ele, não me notava e nem me conhecia e eu achava ele um “gato”. Estava sempre rodeado de colegas e chegar e me apresentar seria impossível, naquela época as garotas esperavam que eles tomassem a iniciativa e o que percebi foi que se dependesse desse moço eu jamais falaria com ele. Mas o destino traça vias que a gente nem espera e um dia simplesmente perdi a hora da primeira aula e o coletivo que o trazia atrasou e o único lugar no banco de espera vazio era ao meu lado e ele se sentou. Nesse dia conversamos, ele se apresentou falou sobre seu curso e eu sobre o meu, uma conversa muito natural, eu bobamente achei que isso era o começo de tudo, mas não era, ele não voltou a se atrasar e muito menos a me procurar e eu só pensava nele e sofria por me sentir rejeitada. Fiz vários planos de aproximação que falharam, dentre eles ficar amiga de seus amigos, descobrir seu telefone e dar vários trotes, até claro que um dia ele disse. ̶  Sei que é você, diga logo o que quer!  ̶ Desliguei o telefone imediatamente e nunca mais liguei. Nessa época fiquei muito doente, tive úlcera nervosa e fiquei internada vários meses, uma amiga resolveu ir falar com ele e pedir para me visitar. Não esqueço a cara de desesperado que ele fez ao me ver, acho que achava que eu iria morrer, ficou plantado nos pés da cama segurando a borda sem falar absolutamente nada, hoje sei que deve ter sido uma experiência terrível para aquele pobre coitado. Quando enfim minha formatura chegou ele já não estudava no colégio, mesmo assim mandei um convite por um amigo em comum, desejei de verdade que ele fosse meu padrinho, esperei o máximo que pude por sua confirmação, mas ele não aceitou. No dia do baile me arrumei cuidadosamente porque no fundo ainda tinha a esperança de que ele fosse me ver, convidei para ser meu padrinho um velho amigo de minha mãe e aceitei meu destino, afinal era um dia muito importante para não ir e tentar aproveitar o máximo possível. Lá pelas tantas, ele apareceu com um amigo, veio me cumprimentar e só, ficou o tempo todo me observando e conversando com seu colega, já era quase quatro horas da manhã quando minha mãe enfim disse, que iriamos embora. Quando passei pela portaria ele estava parado feito um dois de paus, veio se despedir com um até logo sem graça e eu em resposta apenas disse uma única palavra, adeus. E nunca mais o vi.
Mas o tempo.... Ah, o tempo tudo explica. Anos depois já formada na faculdade conversava nesse mesmo colégio, agora como professora de língua portuguesa com uma colega de trabalho, conversa vai... conversa vem... E ela do nada começou a falar da época de colégio e vimos que estudávamos apenas cursos diferentes. Ela então me contou que namorava um rapaz que fazia química, que por coincidência era o mesmo que eu gostava, disse que foi a experiência mais tosca da vida dela, que ele era muito esquisito, que a família dele era estranha e que ele tinha um comportamento que ela não gostava, que era grosso e sem educação. Não parecia ser a mesma pessoa que eu pensava conhecer e mais uma vez pensei.... Meu Deus do que me livrei!
A terceira vez foi também muito marcante. Aquele tipo de amor que surge quando a gente não quer se apaixonar, quando a gente está bem do jeito que está sem precisar de complicação. Ele era um ano mais velho que eu, mas com uma vivencia bem maior que a minha, ele não parecia ser um garoto de dezoito anos, já trabalhava e dirigia seu próprio carro, o que na época era raro. Era muito conhecido na cidade e diferentemente dos outros dois, não fui eu a me interessar por ele primeiro, talvez por isso eu não tenha previsto o estrago que faria em meu coração. Resumindo.... Fomos amigos antes de sermos namorados, o que facilitava a comunicação e aceitação da minha família, mas algo nos distanciava e muito, eu era uma menina completamente obediente e incapaz de desobedecer minha mãe, então quando depois de um ano e meio de namoro eu disse não para certos avanços ele me trocou por outra. Dessa vez eu entendi o que era sofrer por amor, pois eu convivia com ele quase todos os dias, confiava meus problemas e sonhos, desejava ter uma vida juntos, apesar de saber que ele não era um homem confiável, pois tinha um talento nato para encantar as pessoas, principalmente as mulheres. Então no dia, que eu disse não e ele disse adeus, eu chorei porque não entendia como minhas limitações poderiam ser mais importantes que o amor que eu sentia. Não passou muito tempo para que ele se casasse e constituísse família, a partir daquele dia em que cada um fez sua escolha não nos vimos mais, cada um procurou ser feliz a seu modo. Eu me casei e entre namoro e casamento convivi vinte e quatro anos com o pai do meu filho.
Trinta anos depois tive a oportunidade de rever esse rapaz que me abandonou na minha adolescência, o tempo muda as pessoas e as que não mudam perdem a oportunidade de melhorar enquanto ser humano. Graças a Deus eu não tenho mágoa alguma do que me fez no passado, o bom desse reencontro foi poder explicar que minha escolha no passado não era por falta de amor e sim por excesso dele. Talvez hoje em dia seja difícil entender alguém que teime em ser pudica, alguém que escolha se afastar da pessoa que amava para se preservar, mas pessoas assim ainda existem. E sofrem por amor muito mais que as pessoas que simplesmente vivem do modo que acreditam ser o melhor para elas.
Hoje penso que o amor não nos faz sofrer. Conheço casais que o amor os fazem felizes, pessoas que provam que amar é sim um desejo de Deus. Algumas pessoas encontram o verdadeiro amor no seu primeiro relacionamento, ainda na juventude. Outras o encontram depois de muito sofrer e passar por mudanças externas e internas para que os dois possam entender a necessidade de estarem juntos e serem felizes. E um terceiro grupo que a espera é um pouco mais longa.
Saber reconhecer o amor é divino, pois juntos formamos um só. Um não consegue existir sem o outro, em contrapartida são livres porque se amam tanto que são como pássaros que voam, mas no fim da tarde se encontram e pousam no galho da imensa árvore que chamamos de família.
É possível sobreviver...
É possível amar quando a sua verdadeira metade lhe encontrar.
Beijussara

Jussara Melo
06/07/2016